Por: Klever Kolberg ligado: agosto 18, 2010 Em: Rally dos Sertões Comentários: 0

Klever e Flavio (Foto: Andre Chaco www.webventure.com.br)

Acabamos de completar a etapa Maratona do Rally dos Sertões 2010. Saímos de Palmas, rodamos 500 km para chegar a São Félix do Jalapão, na segunda-feira, e hoje mais 500 km para chegar a Balsas, nesta terça, dia 17/08.

A característica principal da etapa maratona, é que ela praticamente une os dois dias em um só, ao menos para os veículos. Ou seja, quando chegamos a São Félix, não foi permitida qualquer atuação mecânica nos carros, nem nós nem os mecânicos. Apenas abastecemos, no nosso caso com etanol. Na manhã do dia seguinte, eu e o Flavio França tivemos apenas 30 minutos para fazer uma rápida checagem, abastecer as águas e acelerar. 

Voltando a Palmas, a primeira perna da Maratona teve 320 km de trecho cronometrado. Largamos como terceiro carro e fizemos o segundo melhor tempo, conseguindo ser mais rápidos que nossos atuais principais adversários, as duplas Guiga/Youssef que lideravam e o Riamburgo/Stranger, até ali na terceira colocação. 

Assim assumimos a liderança e fomos comemorar no fervedouro, uma espécie de nascente de água que sai do fundo da areia. Algo muito especial da natureza e em principalmente refrescante, já que na sombra fazia 40 graus.

Conseguimos alugar uma casa muito simples, mas não sabíamos que já havia centenas de ocupantes, os mosquitos ou muriçocas, como são chamados por aqui. E mete repelente e dormir vestido, já que tinha cama, mas sem travesseiro e lençol. 

Passada a noite mal acompanhado, largamos para o final da Maratona dispostos a repetir a dose do dia anterior. Mas a sorte não estava do nosso lado. A etapa teria 500 km de especial, mas já no 40, tivemos de parar, o motor estava falhando muito. Abrimos o capo e foi fácil identificar a causa, o suporte das bobinas de ignição, que mandam eletricidade para as velas, havia rompido. Uma peça de apenas R$ 200,00 estava literalmente nos tirando a primeira posição. Tivemos de ser criativos e sem tempo para meditar, criamos uma solução com fitas de nylon e voltamos a acelerar.

Mas por pouco tempo. 10 km e furamos um pneu. Paramos novamente. Mais prejuízo, na soma quase 20 minutos. Muito para quem estava gostando de liderar a prova. Mas a etapa era longa e poderíamos recuperar alguma coisa.

Só que a organização não conseguiu se organizar para a parte final da prova, resultado, a especial foi interrompida no km 220. O restante virou deslocamento. E era um percurso punk, forte, quebradeira, no ritmo de corrida poucos sairiam ilesos.

Para amenizar a dor, o Riamburgo também teve um pneu furado. Então, o resumo da ópera é que o Guiga disparou na frente, ficamos em segundo e o Riamburgo na cola em terceiro. 

Faltam três etapas.

Abraços

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