Por: Klever Kolberg ligado: agosto 11, 2011 Em: Rally Dakar Comentários: 0

Klever: "Foi um dia em que piloto e navegador tinham de estar muito ligados" - Foto: Andre Chaco

Quantidade de areia e erosões nos 292 quilômetros da especial entre Pirenópolis (GO) e Porangatu (GO) foi o diferencial do segundo dia do Rally dos Sertões

2ª etapa – 11/08:
Pirenópolis (GO) a Porangatu (GO)
Deslocamento inicial: 37 km
Trecho especial: 290 km
Deslocamento final: 257 km
Total do dia: 584 km

A experiência tem feito a diferença para Klever Kolberg, do Valtra Dakar Eco Team. A bordo do Protom Etanol by ProMacchina, o piloto dono de 22 participações no Dakar e seu navegador, Flávio Marinho de França, terminaram a especial desta quinta-feira (11) em quarto lugar – e passa a ocupar também a quarta colocação no acumulado geral entre os carros.

“O dia foi completo em todos os aspectos: na pilotagem, na navegação e também exigiu bastante do carro”, apontou Kolberg, que destacou os perigos apresentados no dia de hoje. “Tinha muito talco (poeira levantada pelos veículos e que demora mais tempo que o normal para se dissipar – tem a aparência de uma nuvem de talco), e a visibilidade era muito prejudicada. Some-se a isso a quantidade de saltos, erosões e penhascos. Piloto e navegador tinham que estar muito ligados”, afirmou o piloto, que concluiu os 292 quilômetros do segundo dia em 4h16min56s. “Eu havia chegado rápido em três carros que estavam andando próximos. Então, a quantidade de pó no ar era gigantesca. Como todos estavam no mesmo ritmo, ninguém quis dar passagem”, lembrou.

“Em dois momentos, eu resolvi parar o carro para esperar a poeira baixar. E depois eu percebi que a decisão foi correta: na primeira vez, se eu andasse mais dois metros eu cairia em um barranco; e na segunda havia um piloto puxando sua moto do meio para a borda da estrada – se eu não parasse, certamente o teria acertado com o carro”, descreveu o piloto do Valtra Dakar Eco Team, que acumula 5h41min07s na classificação geral.

Klever deu outro exemplo da exigência do traçado de hoje. “Houve um trecho, que o pessoal local chama de ‘Acaba Vida’. Eram 40 quilômetros de serra, e o chão tinha cerca de um palmo de areia. O carro escorregava para todos os lados. E além do pó que isso levantava, havia também algumas pirambeiras. Foi tenso, mas estou contente em ter superado mais esse desafio. E é disso que o Sertões se trata”, concluiu.

Amanhã (sexta-feira, 12 de agosto), o rali deixa o estado de Goiás e entra em território tocantinense, saindo de Porangatu com destino a Gurupi. Os competidores enfrentarão 455 quilômetros – 66 de deslocamento inicial, 285 de especial e 49 de deslocamento final.

Confira o resultado extra-oficial da segunda etapa:

1- Guilherme Spinelli/Youssef Haddad – 4h04min34s
2- Cristian Baumgart/Beco Andreotti – 4h10min21s
3- Reinaldo Varela/Eduardo Bampi – 4h11min15s
4- Klever Kolberg/Flávio Marinho de França – 4h16min56s
5- Maurício Bortolanza/Gustavo Bortolanza – 4h19min37s
6- Hugo Rodrigues/Kaique Bentivoglio – 4h20min28s
7- Luis Nacif/Humberto Ribeiro – 4h21min28s
8- Marcos Baumgart/Kleber Cincea – 4h21min35s
9- João Franciosi/Rafael Capoani – 4h22min46s
10- Jorge Sawaya/Joaqui de Campos – 4h24min06s

Acumulado após duas etapas (os cinco primeiros):

1- Guilherme Spinelli/Yousseff Haddad – 5h25min00s
2- Reinaldo Varela/Eduardo Bampi – 5h33min39s
3- Cristian Baumgart/Beco Andreotti – 5h34min06s
4- Klever Kolberg/Flávio Marinho de França – 5h41min07s
5- Maurício Bortolanza/Gustavo Bortolanza – 5h42min25s

Roteiro da 3ª etapa – 12/08:
Porangatu (GO) a Gurupi (TO)
Deslocamento inicial: 66 km
Trecho especial: 285 km
Deslocamento final: 104 km
Total do dia: 455 km

O Valtra Dakar Eco Team é patrocinado pela Valtra, e apoiado por Borrachas Vipal, Banco Fator, Veolia Water, Artfix, Sparco, Dakar Inovação, Arycom e Unica.

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